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Entre Avessos

Um caderno sobre o que atravessa

Por que fazer terapia comigo?

Foto do escritor: Letícia Léos
Letícia Léos
5 de jan.
4 min de leitura

Atualizado: 24 de jul.

Estrada asfaltada em ambiente montanhoso, com placa amarela escrito "slow" (devagar, em inglês)

Por que fazer terapia comigo?


Às vezes algo deixa de fazer sentido

Nem sempre o sofrimento interrompe a vida como um todo.

É possível continuar trabalhando, estudando, cuidando das responsabilidades e mantendo relações enquanto se convive com ansiedade, exaustão, desânimo ou a sensação de ter se afastado de si.

Talvez você já compreenda racionalmente muitos dos seus padrões. Pode saber por que certas relações produzem sofrimento, reconhecer a dificuldade para estabelecer limites ou perceber que está vivendo sob exigências que não escolheu. Ainda assim, compreender não significa necessariamente conseguir transformar.

Escolher um espaço de escuta pode ser um gesto importante quando aquilo que você vive já não encontra lugar suficiente na rotina, nas conversas cotidianas ou nas tentativas de resolver tudo sem acompanhamento.

A psicoterapia oferece tempo, continuidade e presença para permanecer com questões que costumam ser interrompidas, adiadas ou rapidamente convertidas em mais uma tarefa a cumprir.


Uma clínica atenta ao corpo e ao mundo

Vivemos sob uma lógica de funcionamento constante, na qual produtividade, disponibilidade e desempenho frequentemente se tornam medidas de valor.

Nesse cenário, o corpo pode ser tratado apenas como um instrumento de trabalho. O cansaço precisa ser superado, a ansiedade precisa ser controlada e o desconforto precisa desaparecer rapidamente para que a rotina continue.

Meu trabalho parte de outra perspectiva.

Não observo o sofrimento como algo que existe somente dentro da pessoa. Considero sua história, seus vínculos, seu corpo, suas condições de trabalho, seus modos de se relacionar e as forças sociais que atravessam sua experiência.

Isso significa que ansiedade, desânimo, culpa ou esgotamento não são tratados apenas como falhas individuais a serem corrigidas. Buscamos compreender como esses estados foram produzidos, o que os mantém e quais necessidades, conflitos ou formas de vida podem estar se expressando por meio deles.

Minha prática é orientada pela Esquizoanálise e pela Clínica Ampliada e se apoia em um compromisso afirmativo, antirracista e sem moralização. Não tomo como universais modelos brancos, heterossexuais, cisgêneros, monogâmicos ou socialmente privilegiados de saúde, relacionamento e realização pessoal.

Cada processo precisa ser construído a partir da realidade concreta de quem chega à terapia.


Uma escuta atenta e participativa

Minha presença na terapia é ativa.

Além de escutar, faço perguntas, compartilho percepções e ajudo você a observar relações, afetos e padrões que podem ser difíceis de reconhecer quando se está vivendo a situação por dentro.

Isso não significa oferecer respostas prontas ou determinar o que você deve fazer. A terapia não é um espaço de aconselhamento moral nem de adaptação a um modelo ideal de vida.

Meu papel é sustentar uma investigação construída com você: acompanhar o que se repete, perceber o que produz sofrimento, reconhecer recursos já existentes e abrir espaço para escolhas mais próximas do que faz sentido para sua vida.

Em alguns momentos, o processo pode oferecer acolhimento e organização diante de uma crise. Em outros, pode provocar perguntas, deslocar certezas e tornar visíveis contradições que ainda não haviam encontrado palavras.

A profundidade da terapia não está em produzir interpretações complicadas, mas em construir condições para que algo possa ser compreendido, elaborado e experimentado de outra maneira.


Mais do que continuar funcionando

A terapia não precisa servir apenas para que você suporte melhor uma rotina que está produzindo adoecimento.

Ela também pode ser um espaço para perguntar quais exigências você deseja continuar sustentando, quais relações precisam ser transformadas e quais possibilidades foram deixadas de lado para corresponder às expectativas de outras pessoas.

Ao longo do processo, podemos trabalhar para que você reconheça com mais clareza seus limites, desejos, medos e formas de se relacionar. Não para encontrar uma versão definitiva de si, mas para ampliar sua capacidade de participar da própria vida e fazer escolhas com mais presença.

Transformar afetos que paralisam não significa eliminar medo, culpa ou tristeza. Significa construir outras maneiras de se relacionar com essas experiências, para que elas não determinem sozinhas os caminhos possíveis.

A liberdade que pode ser construída na terapia não é ausência de conflitos ou condicionamentos. É a possibilidade de perceber o que participa das suas escolhas e, gradualmente, produzir respostas menos automáticas e mais próximas do que você deseja sustentar.


Um processo construído com tempo e compromisso

A psicoterapia não oferece mudanças instantâneas. É um processo que exige tempo, continuidade e disponibilidade para entrar em contato com questões que nem sempre são simples.

Por isso, considero importante que exista espaço para construir vínculo, confiança e uma linguagem compartilhada. O ritmo do processo é pensado a partir das necessidades e possibilidades de cada pessoa, sem transformar a terapia em mais uma cobrança por desempenho.

Ofereço atendimentos individuais para pessoas adultas, de forma online, em português ou inglês. As sessões têm duração de 50 minutos e geralmente acontecem uma vez por semana.

Se você procura uma psicoterapia atenta à sua singularidade, mas também às relações e às condições sociais que atravessam sua história, podemos conversar sobre o início desse processo.

Conheça minha proposta de psicoterapia online ou entre em contato pelo WhatsApp para tirar dúvidas e verificar os horários disponíveis.

Se você quiser conhecer melhor como funciona meu trabalho, pode ler sobre a psicoterapia online ou entrar em contato para conversarmos sobre o início do processo através da página de contato encontrada acima.

 
 
 

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